quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Fracasso.

Eu deveria contar como foi a semana seguinte após a primeira pesagem, mas algo aconteceu nessa quarta-feira dia 18/11 e será o tema deste post.

Esta semana em particular está sendo difícil. Diversos acontecimentos que se acumularam gerando um stress alarmante, principalmente para alguém que tem Ataque de Pânico e Síndrome do Intestino Irritável. Apesar de todas as dificuldades, do desanimo, das dores eu venci esse obstáculo e contarei como.

Acordei com dores por todo o corpo, pensava em diversas maneiras para não ir trabalhar e muito menos na academia. Comecei a travar uma luta dentro da minha cabeça, mas então olhei o quadro que tenho em meu quarto e vi a minha meta, vi uma foto minha antes do desafio e isso me impulsionou a ir tomar banho. Demorei muito no banho, mas refletindo com a água caindo sobre a minha cabeça me estimulou a ir trabalhar. Não fui a pé, como de costume, porque ganhei uma carona e isso fez com que eu me obrigasse a ir a academia, já que não havia feito a caminhada até o trabalho.

No trabalho as dores estava mais intensas e o estresse aumentando cada vez mais, E então minha irmã chegou e começamos a conversar, ela fez com que eu esquecesse os problemas da semana e começamos uma faxina na agência, enquanto ela continuava a me distrair. Acreditem se quiser, mas limpar tudo ajudou a relaxar e graças a isso recolhi forças para chegar até a academia.

Na academia subi na esteira e falei comigo mesmo que só faria 30 minutos dos exercícios em modo leve, porém quando comecei a andar na esteira tomei uma decisão repentina, coloquei a velocidade rotineira e a fiz assim por 10 minutos. Fiquei cansada, mas não diminui a intensidade e então passei para a bicicleta, novamente quis pegar leve, mas não fiz mantive o RPM de sempre. O cansaço já gritava em meu corpo, em minha mente, só desejava minha cama, comer sem parar e dormir até o dia virar, mas novamente, quase que no modo automático, voltei para a esteira e segui a risca o treinamento e querendo fugir de todos aqueles pensamentos negativos, querendo vencer tudo que eu sentia nos minutos finais eu corri e como isso me fez bem, mesmo pingando em suor, com o coração disparado e uma violenta falta de ar, mas eu estava feliz pois eu havia corrido por dois minutos e isso era algo inédito para mim.

Aproveitando esse gás subi no elíptico e fiz meus dez minutos, sempre intensificando em alguns momentos, e venci mais uma vez toda preguiça. Agora faltava somente mais uma esteira, mais dez minutos e eu estaria livre para comer, deitar, dormir e relaxar. Voltei para a esteira, mas minhas pernas desobedeciam, eu queria andar mais rápido, mas sentia todo meu peso pressionando os joelhos e a dor latejando por todo o corpo. De novo aquela luta interna se iniciou, eu conversava comigo mesmo tentando me incentivar e ao mesmo tempo  me sabotar, tudo isso enquanto eu caminhava na esteira, porém dessa vez na velocidade abaixo do que eu estou acostumada. Até a batalha terminar já havia passado metade do tempo e então eu mudei a velocidade, acelerando, e mais uma vez eu corri nos minutos finais.

Ao descer da esteira eu comemorei, e como comemorei. Chorei, vibrei, encarei o espelho e disse: Parabéns! Mas o porquê disso? Simples, em outra época eu teria ido dormir e ligado o botão de foda-se para tudo, mas não... Eu persisti, eu fui vencendo um desafio após o outro e usando essas pequeninas vitórias para terminar meu dia sabendo que eu cumpri com o meu próprio dever, o dever de ter uma vida mais feliz.

Eu espero muito que esse post ajude alguém a vencer essas coisas que acontecem, quase que diariamente, em nossas vidas. E se você deixou de fazer algo, não desanime. As vezes precisamos daquela pausa, daquele descanso, para continuar seguindo em frente. O importante é que no dia seguinte você tente e continue tentando.

Boa sorte na jornada,

Milla.

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